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Vista aérea de prédios residenciais de uma grande cidade brasileira ao entardecer

Mercado imobiliário em 2026: os números que importam para imobiliárias

Por Jaderson Pedrossini4 min de leitura

Em resumo

Em 2026, o mercado imobiliário brasileiro combina crédito em alta e aluguel subindo acima da inflação. No primeiro semestre, pessoas físicas contrataram R$ 119,2 bilhões em crédito imobiliário, 25% a mais que em 2025 (Banco Central). A Selic caiu de 15% para 13,75% ao ano. O aluguel anunciado subiu 9,16% em 12 meses e a venda, 5,49%, contra 4,22% do IPCA (FipeZAP). E 23,8% dos lares do país já são alugados (IBGE).

Neste artigo
  1. O mercado em oito números
  2. Como está o crédito imobiliário?
  3. Os preços estão subindo?
  4. O aluguel cresceu quanto?
  5. Quem é o cliente de 2026?
  6. O que o cliente procura e quando?
  7. Onde o mercado mais perde negócio?
  8. O que isso muda para a imobiliária?

Este artigo resume os dados do Pulso Imobiliário 2026, relatório da Basimob feito só com fontes públicas. Os números são os mais recentes disponíveis em 1º de outubro de 2026.

O mercado em oito números

IndicadorValorFonte
Crédito imobiliário para pessoas físicas, 1º semestreR$ 119,2 bilhões (+25%)Banco Central
Taxa Selic13,75% ao ano (começou 2026 em 15%)Banco Central
Alta do aluguel anunciado em 12 meses9,16%FipeZAP
Alta do preço de venda anunciado em 12 meses5,49%FipeZAP
Inflação em 12 meses (IPCA)4,22%Banco Central
Lares alugados no Brasil23,8%IBGE
Lançamentos do Minha Casa, Minha Vida no 2º trimestre58% do totalCBIC
Tempo médio de resposta das imobiliárias6 horasPlaza

Como está o crédito imobiliário?

Em alta. No primeiro semestre de 2026, pessoas físicas contrataram R$ 119,2 bilhões no SFH e no FGTS, 25% a mais que no mesmo período de 2025, segundo os dados abertos do Banco Central.

  • FGTS: R$ 64,0 bilhões, alta de 33%. Já responde por mais da metade do total.
  • SFH (poupança): R$ 55,2 bilhões, alta de 16,5%.
  • Juros médios em junho: 9,05% ao ano no FGTS e 13,91% no SFH.
  • Quanto o banco financia: 73,9% do valor do imóvel no FGTS e 65,6% no SFH, em média.

Pela Abecip, o financiamento com recursos da poupança somou R$ 132,5 bilhões de janeiro a agosto, 37,5% acima do mesmo período de 2025.

A Selic começou o ano em 15% e está em 13,75%. Juro básico menor costuma chegar ao financiamento com alguns meses de atraso. Os detalhes, incluindo a nova Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, estão em crédito imobiliário em 2026.

Os preços estão subindo?

Sim, e o aluguel sobe bem mais que a venda. Variação em 12 meses:

IndicadorVariação
Aluguel anunciado (FipeZAP)9,16%
Venda anunciada (FipeZAP)5,49%
Imóveis financiados (IVG-R, Banco Central)5,28%
IPCA4,22%
IGP-M3,35%

Em agosto de 2026, o metro quadrado anunciado para venda custava em média R$ 9.954 e o aluguel, R$ 54,47 por metro quadrado, nas cidades monitoradas pelo FipeZAP. A rentabilidade média do aluguel era de 6,14% ao ano.

Para a imobiliária, isso gera dois assuntos: o reajuste dos contratos antigos, que ficam abaixo do mercado (veja reajuste de aluguel: IGP-M ou IPCA), e o argumento para captar imóveis de proprietários investidores (veja como captar imóveis).

O aluguel cresceu quanto?

Mais do que qualquer outra forma de moradia. Segundo o IBGE, 23,8% dos domicílios brasileiros são alugados: 18,9 milhões de lares em 2025. Eram 12,2 milhões em 2016, um aumento de 54% em nove anos.

Quem é o cliente de 2026?

O Anuário DataZAP 2026 ouviu 2.563 compradores e 6.177 locatários:

Quem compraQuem aluga
Idade média49 anos44 anos
Renda familiar medianaR$ 7.371R$ 4.806
Valor mediano procuradoR$ 312.896R$ 1.111 por mês
Área mediana89,9 m²57,6 m²
Prefere atendimento por WhatsApp86%92%

São dois clientes diferentes. O locatário tem pressa (85% querem se mudar logo, segundo a pesquisa Fronteiras da Moradia). O comprador demora: quase 4 em cada 10 procuram há um ano ou mais.

O que o cliente procura e quando?

  • Casa. No Google, "casa para alugar" tem o dobro da busca de "apartamento para alugar". Veja casa ou apartamento: o que o brasileiro busca.
  • Em janeiro. A busca por aluguel de apartamento fica 38% acima da média do ano. Junho é o mês mais fraco. Veja quando o cliente procura imóvel.
  • Com preço que cabe e bairro seguro. 98% consideram importante a faixa de preço e 96% dos compradores querem bairro seguro.

Onde o mercado mais perde negócio?

No atendimento. Um teste de cliente oculto da Plaza com 1.514 imobiliárias mediu 6 horas de tempo médio até a primeira resposta, e 20% dos contatos nunca foram respondidos. Ao mesmo tempo, 74% dos locatários esperam resposta em até 24 horas. O assunto está no guia Atendimento imobiliário pelo WhatsApp.

O que isso muda para a imobiliária?

  1. Fale de crédito cedo. O dinheiro para financiar voltou a crescer, e 31% dos compradores pretendem financiar.
  2. Olhe para a locação. É onde está o crescimento de domicílios e de preço.
  3. Capte casas e imóveis de 2 e 3 quartos.
  4. Prepare-se para janeiro captando em outubro e novembro.
  5. Responda em minutos. É a diferença mais barata de construir.

Aprofunde cada parte deste guia

Perguntas frequentes

Como está o mercado imobiliário em 2026?
Aquecido pelo crédito. O volume contratado por pessoas físicas no primeiro semestre cresceu 25% sobre 2025, puxado pelo FGTS, e a Selic começou a cair. Os preços de venda sobem pouco acima da inflação, e o aluguel sobe mais que o dobro dela.
Os preços dos imóveis estão subindo em 2026?
Sim, pouco acima da inflação. Em 12 meses até agosto de 2026, o preço de venda anunciado subiu 5,49% (FipeZAP) e o dos imóveis financiados, 5,28% (IVG-R, Banco Central), contra 4,22% do IPCA. O aluguel anunciado subiu 9,16%.
Quanto rende um imóvel alugado?
Em média, 6,14% ao ano, segundo o Índice FipeZAP de agosto de 2026. Imóveis de 1 dormitório rendem mais: 6,77% ao ano.
Quantos brasileiros moram de aluguel?
23,8% dos domicílios são alugados, segundo a PNAD Contínua 2025 do IBGE: 18,9 milhões de lares, 54% a mais que em 2016.

Fontes

  1. Banco Central do Brasil. Informações do Mercado Imobiliário (dados abertos), jan/2025–jun/2026. dadosabertos.bcb.gov.br/dataset/informacoes-do-mercado-imobiliario
  2. Banco Central do Brasil. SGS: IVG-R (21340), IPCA (433), IGP-M (189) e meta Selic (432). bcb.gov.br
  3. Abecip. Data Abecip, agosto de 2026 (SBPE), 30/09/2026. abecip.org.br
  4. Índice FipeZAP, venda e locação residencial, ago/2026, via InfoMoney (01/09/2026), Exame e Portas (15/09/2026). fipe.org.br
  5. CBIC. Indicadores Imobiliários Nacionais, 2º trimestre de 2026, 24/08/2026. cbic.org.br/vendas-de-imoveis-avancam-54-no-primeiro-semestre-e-mcmv-registra-participacao-recorde
  6. IBGE. PNAD Contínua: Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2025, abr/2026. agenciadenoticias.ibge.gov.br
  7. DataZAP / Grupo OLX. Anuário DataZAP 2026, pesquisa Perfil do Lead (2.563 compradores e 6.177 locatários), 26/03/2026. imoveis.grupoolx.com.br/datazap/estudos-e-pesquisas/anuarios/anuario-datazap-2026
  8. Plaza. Panorama de Atendimento Imobiliário (1.514 imobiliárias), fev/2025. useplaza.com.br/panorama-de-atendimento
  9. Google Trends. Brasil, índices de busca de 2021 a 2026, exportados em 30/09 e 01/10/2026. trends.google.com.br

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