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Canteiro de obras com prédios em construção e trabalhadores, ilustrando o custo da mão de obra no setor.

Redução da jornada para 40 horas pode elevar custos da construção em até R$ 14 bi

  • Por Jaderson Pedrossini
  • 1 min de leitura

Em resumo

Segundo a CBIC, reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais pode custar cerca de R$ 14 bilhões a mais para o setor, somando remuneração direta e encargos sociais básicos. Para a imobiliária, o impacto mais direto está no custo da obra e no preço final dos imóveis, sobretudo na faixa de menor renda. A ação prática é acompanhar as regras de regulamentação e medir o efeito nos seus contratos e preços.

Neste artigo
  1. O que aconteceu
  2. Como o custo se divide
  3. Efeito sobre preços e habitação
  4. O que a imobiliária faz agora

O que aconteceu

A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, apresentou na Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) uma estimativa de custo para a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Segundo a entidade, o custo adicional pode chegar a quase R$ 14 bilhões na construção civil, incluindo a contratação para recompor as horas e os encargos sociais básicos.

Como o custo se divide

Segundo a estimativa, a redução eliminaria cerca de 600 milhões de horas de trabalho por ano. Recompor isso com contratações exigiria cerca de 300 mil trabalhadores formalmente registrados, com custo direto próximo de R$ 10 bilhões. Já a alternativa de compensar com horas extras teria custo estimado de R$ 15 bilhões apenas em remuneração direta.

Efeito sobre preços e habitação

De acordo com a análise apresentada, o aumento de custos poderia atingir fornecedores e repercutir nos preços da construção. Segundo David Fratel, presidente da CPRT/CBIC, a alta de 7% no custo da construção equivale a um ano inteiro de variação do INCC-DI. O risco maior recai sobre empreendimentos de habitação econômica.

O que a imobiliária faz agora

O tema ainda está em discussão no setor, e a regulamentação não foi definida no texto da notícia. Por isso, o foco é preparar a leitura do cenário com dados próprios.

  • Acompanhe a regulamentação da redução da jornada e as convenções coletivas do seu estado.
  • Revise com o time de obras e fornecedores o peso da mão de obra nos orçamentos em andamento.
  • Monitore o INCC-DI nos reajustes de contratos e tabelas de preço.
  • Separe as propostas de habitação econômica para análise de viabilidade mais frequente.
  • Consulte seu advogado trabalhista antes de qualquer decisão sobre contratos.

Perguntas frequentes

Quanto custaria a redução da jornada para a construção civil?
Segundo a CBIC, o custo adicional pode ser de quase R$ 14 bilhões, considerando a contratação para recompor as horas e os encargos sociais básicos. Só a remuneração direta ficaria perto de R$ 10 bilhões.
Quantos trabalhadores seriam necessários para recompor as horas?
De acordo com a estimativa apresentada, seriam necessários aproximadamente 300 mil trabalhadores formalmente registrados para recompor cerca de 600 milhões de horas por ano.
Por que a habitação econômica é mais afetada?
Segundo David Fratel, a elevação das despesas pode comprometer a viabilidade de empreendimentos voltados principalmente à habitação econômica.

Fontes

  1. Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC): CPRT avalia efeitos da redução da jornada de trabalho sobre custos e habitação cbic.org.br/cprt-avalia-efeitos-da-reducao-da-jornada-de-trabalho-sobre-custos-e-habitacao/

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