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Ilustração 3D de uma casa ao lado de um medidor de energia e um gráfico de barras em alta.

IPCA sobe 0,82% em setembro e energia elétrica lidera a alta em Habitação

  • Por Jaderson Pedrossini
  • 2 min de leitura

Em resumo

Segundo o IBGE, o IPCA de setembro ficou em 0,82% e todos os grupos pesquisados subiram. A energia elétrica residencial avançou 7,98% depois do fim do Bônus de Itaipu. Para a imobiliária, o dado pede atenção às contas de energia, água e gás dos imóveis administrados, porque são os itens que mais pesaram no mês.

Neste artigo
  1. O que o IBGE mediu
  2. Energia elétrica puxa Habitação
  3. Transportes, alimentação e gás
  4. Efeito para locação e gestão
  5. O que a imobiliária faz agora

O que o IBGE mediu

Segundo o IBGE, o IPCA de setembro ficou em 0,82%, 1,14 ponto percentual acima do -0,32% de agosto. No ano, o índice acumula 3,95%, e em 12 meses soma 4,58%, contra 4,22% no período anterior de 12 meses.

Todos os grupos pesquisados tiveram variação positiva. Habitação teve a maior alta, de 2,31%, com impacto de 0,35 p.p. Transportes subiu 0,89% e Alimentação e bebidas, 0,83%.

Energia elétrica puxa Habitação

A energia elétrica residencial subiu 7,98% em setembro, depois que o Bônus de Itaipu deixou de ser incorporado às faturas, que tinham sido emitidas em agosto. O impacto foi de 0,32 p.p., o maior efeito individual do índice no mês.

A bandeira tarifária amarela segue vigente e adiciona R$ 1,885 na conta a cada 100 kWh consumidos. Houve reajustes de tarifa em Belém, São Luís e Vitória, e redução em Rio Branco e Fortaleza, por recursos da repactuação do Uso de Bem Público aprovada pela Aneel.

Transportes, alimentação e gás

As passagens aéreas subiram 9,66%, e os combustíveis tiveram alta de 1,41%, com etanol, diesel e gasolina em alta. O subitem táxi subiu 0,20%, com reajuste de tarifa em Belo Horizonte.

Na alimentação no domicílio, a variação foi de 0,96%, com tomate, batata-inglesa e cebola em forte alta. A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,36% para 0,48%. O gás encanado subiu 0,05% e a taxa de água e esgoto, 0,13%.

Efeito para locação e gestão

A notícia trata de preços ao consumidor. Ela não traz dados sobre aluguel, venda ou crédito imobiliário.

Para quem administra imóvel, o ponto de atenção é o custo de manutenção do imóvel ocupado. A conta de energia foi o principal impacto individual do mês, e a água teve variação de 0,13%.

O que a imobiliária faz agora

As ações abaixo se apoiam apenas nos dados desta notícia.

  • Acompanhe o IPCA e o INPC mensais para contextualizar as conversas sobre reajustes com proprietários.
  • Confira a bandeira tarifária e as contas de energia dos imóveis administrados antes de fechar o orçamento de despesas.
  • Separe nos relatórios de gestão os gastos com energia, água e gás de cada imóvel sob administração.
  • Compare a variação regional, como a de Vitória e a de Belo Horizonte, com a sua praça de atuação.
  • Explique ao proprietário a origem das variações de custo citadas no mês.

Perguntas frequentes

O que mais pesou no IPCA de setembro?
Segundo o IBGE, Habitação teve a maior alta, de 2,31%, com impacto de 0,35 p.p. Dentro do grupo, a energia elétrica residencial subiu 7,98% e teve impacto de 0,32 p.p.
Qual a diferença entre IPCA e INPC neste mês?
Os dois ficaram em 0,82% em setembro. O IPCA se refere a famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. O INPC se refere a famílias de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado.
Quais cidades entram na pesquisa?
A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Fontes

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